na véspera do meu aniversário um presente de grego: faringite-e-c-r-ô-n-i-c-a. resultado: dois dias de molho em casa. vou cuidar do lua crescente.
Segunda-feira, Julho 13, 2009
Sexta-feira, Julho 10, 2009
Menino bonito
"não pude evitar
tirou meu ar
fiquei sem chão"
Malemolência, Céu
Acordei pensando num jeito de outra vez me bandear pros teus braços. Feito espelho retrovisor vasculhando o passado num sinal que me libere a passagem pra tua rua; feito faroleira a procurar teu barco em alto-mar. Mas os carros dobram apressados as esquinas, cruzam os sinais ainda fechados, pedestres, pedintes, flanelinhas, carros, ônibus, caminhões, mão única e quando olho o retrovisor percebo que já te perdi. no mar nenhuma onda, nem vento, peixe ou embarcação. além do mais, é dia.
saio pra comprar jornal. são tantos os desaparecidos, de guerra, de morte, de sequestro, de ditadura e meu coração partido. acendo um cigarro e ensaio com o dono da banca enquanto te procuro e me descubro sem ti, que por hora sou a sombra triste de toda essa gente.
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adri
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12:21
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Quinta-feira, Julho 09, 2009
tá, tudo bem, eu me fiz de difícil, confesso, agora, dá pra vc voltar?
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adri
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14:12
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Quarta-feira, Julho 08, 2009
judeus, a comida e eu
Agenda - Mestrado em Letras, Cultura e Regionalidade
07/08/2009
Adriana Antunes de Almeida
Dr. José Clemente Pozenato
Jane Fraga Tutikian (UFRGS), Rafael José dos Santos (UCS) e Cleodes Maria Piazza Julio Ribeiro (UCS)
Bloco L - Auditório PPGLet
14h
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adri
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19:10
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Segunda-feira, Julho 06, 2009
eu sei, hoje é só imaginação, mas ainda vai acontecer
na tua cidade sempre faz calor, e foi num dia desses que te encontrei, e entre o esconderijo da sombra e o suor a te entregar, trazias um bebê no colo. logo tu que temia o casamento era agora pai e exercia, parece, com maestria os dons da paternidade.
Me viu e para meu espanto disparou um sorriso franco-atirador e percebeu no mesmo instante meu espreitar quase numa desumanidade. olhei para o pequeno em teus braços e desejei, por favor, que não tenha teus olhos lacunares, nem o teu pingão cravado entre as bochechas.
senti o ar saturar.
faz um calor infernal nesta tua cidade.
tinha esquecido o quanto você é mais alto que eu, o que te falicitava jogar o olhar ao longe em busca de tua mulher que devia estar enfiada dentro de alguma loja ou seção infantil. me senti uma nota dissonante na canção natalina que tocava ao fundo. deve ter sido a emoção de te ver ali, com o futuro nos braços, tão tranquilo,aí, sorri de volta.
justo tu, o rei dos conhecimentos, o do à vontade com todo mundo não me apresentou a tua mulher, acho porque o embaraço te pesou tanto quanto o bebê que foi para os braços dela, quando chegou.
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adri
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14:05
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Domingo, Julho 05, 2009
The corrs - toss the feathers
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adri
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Quarta-feira, Julho 01, 2009
poesia não é nada.
e precisou algum dia ser alguma coisa?
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adri
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15:24
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na ampulheta sem paciência
