um tempo que permanece

Novembro 20, 2009

das delícias

nada é mais importante que o lugar, aquele que o mundo reserva para se ficar no anonimato até que algo ao acaso aconteça nos revelando para o outro. O outro, eis um dos maiores motores de desejo e alegria. Eu nunca canso de me espantar como isso é possível e improvável ao mesmo tempo, duas pessoas, ao acaso, o problema é que uma sempre pensa em amor depois do sexo. Não tem. Há casos que tem. Na maioria não tem. O desejo é o mote para rima sem querer, e a delícia vem justamente daí, de quando se entrega os pontos sem saber o que será na manhã seguinte, de quando se lembra do abraço apertado e do sorriso descomprometido, afinal, já dizia Ricardo Reis, os melhores beijos são os que não tem futuro. Mas se tiver, talvez, só talvez, o encanto acabe.

chove aqui, como em Lisboa e estou cheia de planos de como dominar o mundo, mas agora o que mais queria era deitar a cabeça no teu colo e dormir com teus dedos a desatarem os nós do meu cabelo, que ou por ser sexta, ou por chover, enrolaram, literalmente.

tem uma música do lobão que eu odeio e que quando chove fica martelando na minha cabeça, que já cheia de demônios, não me deixa sossegar.

"chove lá fora e aqui....me chama, me chama, me chama (aí a voz aumenta)NEM SEMPRE SE VÊ, LÁGRIMAAASSS, NO ESCURO, LÁGRIMAASSS, NO ABSUUURDO, LÁGRIMAS..., cadê você?"

droga.

sigo largada, abandonada, jogada as traças, às luzes alheias, à sargeta, à violência, aos gritos, com fome, ao caos, ao descaso de ser e você, indiferente, a me perguntar porque foi que pintei as unhas de laranja.

Novembro 17, 2009

lá no ana banana, tem muitas fotos - aqui

o silmarillion





sim, eu estou lendo o silmarillion, e acho uma tremenda bobagem os que ficam criticando leituras como essa ou mesmo como harry potter. ora, não tem leitor por ae que lê marley & eu e outras tantas neste mesmo gênero? não curto, mas respeito.
eu li senhor dos anéis e leio o silmarillion e na cabeceira da minha cama ainda tem foulcault com as palavras e as coisas e encerrei um saramago. aliás minhas leituras nunca brigaram por dividirem o mesmo espaço, pior é quem não lê e ainda quer dar uma de intelectual enquanto na cabeceira da cama só tem o controle remoto da tv.

Novembro 14, 2009

chove há três dias. Caxias como a Lisboa de Ricardo Reis, aos pingos. O cabelo vermelho feito juba de leão denuncia a umidade, que só não é maior porque durmo sozinha.

Novembro 13, 2009

eu e ele

Novembro 09, 2009

eu na casa pueblo, tem mais lá no ana banana

matei,
a saudade que meus olhos tinham de te ver
o sorriso
agora
se abre
a este, no entanto
já é impossível matar.

Novembro 08, 2009

eu no cronópios, nem dá pra acreditar!

pessoas, se tiverem um tempo, acessem o link dae de baixo e me leiam no cronópios. é um portal de literatura na internet. o meu texto é sobre as minhas duas maiores paixões: comida e literatura!




http://www.cronopios.com.br/site/ensaios.asp?id=4276


bjuss

Novembro 05, 2009

quando a última palavra foi lida, (era como se) alguém apertou o gatilho e o corpo deixou-se cair.
despedaçado.
a carta permaneceu intacta. vazia de olhos.
aprendi. tenho errado menos.
já não te persigo mais com aquela fragilidade, é mais uma distração das minhas frases, que sem corpo não podem mais desabar.

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adri antunes
"e agora em continentes muito afastados os pensamentos amam e se afogam em marés de águas paradas." João Cabral de Melo Neto (A poesia andando)
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ana banana, adriana

ana banana, adriana
esse é o efraim

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